"Sem medo da verdade."

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CABO ZÉ DIZ QUE CONSELHEIRO DO TCE FAZIA REFEIÇÃO NA PENITENCIÁRIA

Respondendo à lista de processos existentes no Tribunal de Contas do Estado, o ex-prefeito de Lagarto, José Raymundo Ribeiro, o Cabo Zé (PR), partiu para o ataque contra seu desafeto, o conselheiro Antônio Manoel de Carvalho Dantas. Durante entrevista ao programa Jornal Eldorado 1ª edição, na rádio de sua propriedade, hoje pela manhã, o líder político não poupou críticas ao membro daquela Corte, revelando detalhes do que seria uma perseguição imposta pelo conselheiro contra ele.De acordo com Cabo Zé, a desavença começou depois que ele indicou para o Tribunal, o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Aracaju, Heráclito Rollemberg. “Eu consegui indicar Heráclito para o TCE, mas não sabia que havia um mal estar entre ele e Antônio Manoel, e como ele não podia se vingar de Heráclito, ele se vingava de Cabo Zé”, relata.O ex-prefeito de Lagarto disse que questionou por várias vezes no jornal Gazeta dos Municípios, de sua propriedade, o enriquecimento rápido do conselheiro. “Eu botava no jornal perguntando a esse conselheiro como ele chegou a Sergipe, com uma mão na frente e outro atrás. Não conhecia ninguém, fazia refeição na penitenciária porque não podia pagar um hotel. Pois bem, eis que ele hoje é um dos homens mais ricos de Sergipe.
A Justiça deveria procurar saber como ele enriqueceu”, sugere.Segundo Cabo Zé, as perseguições empreendidas pelo conselheiro ainda não cessaram. Recentemente, ele disse que recebeu uma notificação assinada por Antônio Manoel pedindo explicações sobre a destruição do Balneário Bica, em Lagarto.“Recebi um ofício do TCE mandando eu me defender porque tinha destruído o Balneário. Nós quem encontramos a Bica destruída e ele manda um ofício para mim cinicamente”, rebate o líder do Bole-Bole, que promete lutar para conseguir ser deputado estadual novamente para denunciar casos como esse na Assembleia Legislativa.
“Sei que é difícil voltar, mas se voltar vou fazer uma revolução nessa política de Sergipe, pois vou desmascarar certas autoridades que deveriam estar na cadeia. Já fiz várias denúncias, até de presidente (do TCE), que botou a mulher como diretora, o que é um absurdo. A Justiça precisa ser mais atuante para moralizar esses poderes, precisa de um Cabo Zé pra mostrar que esses poderes tem que ter caráter, ter vergonha e respeitar o povo”, bradou o ex-prefeito.Cabo Zé ainda desafiou o conselheiro do Tribunal de Contas a lhe processar judicialmente. “Ele vive naquele palacete do Hotel Aquários. Por que não tem coragem em me processar? Tem um processo na justiça contra ele que ele colocou em nome do genro porque não vem se defender”, disse.
AdministraçãoFalando das irregularidades apontadas pelo TCE, o ex-prefeito disse que tem “muito mais do que 56 processos” naquele Tribunal. Cabo Zé afirmou que fez uma administração exemplar e que em quase todos os povoados de Lagarto tem uma obra do seu governo, mesmo com os poucos recursos da época. Entre as obras citadas, está a da praça Filomeno Hora, cujo processo foi apontado como ilegal pelo TCE. O valor atualizado do prejuízo chega a mais de R$ 140,8 milhões. Cabo Zé também figura na lista dos ex-prefeitos processados pela Advocacia Geral da União e com condenação no Tribunal de Contas da União.

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